JORNAL CARIOCA MOSTRA ADRIANO COM METRALHADORA.

Rio – Com viagem marcada para o dia 6 rumo à paradisíaca Sardenha, no Mar Mediterrâneo, onde ficará uma semana de férias antes de se apresentar ao seu novo clube, a Roma, o ex-atacante do Flamengo Adriano tem um compromisso na agenda hoje, às 14h.

O craque foi intimado a dar explicações na 38ª DP (Brás de Pina) sobre supostas transações financeiras com homens ligados à quadrilha de Fabiano Atanásio da Silva, o FB, chefe do tráfico da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. E mais: a Polícia Civil investiga duas fotos em que Imperador posa de atirador e mostra com as mãos o sinal de uma facção criminosa.

Apontado como o mentor da execução do ex-diretor de Bangu 3, José Roberto do Amaral Lourenço, em outubro de 2008, o criminoso FB também comandou o ataque ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em 17 de outubro de 2009, que resultou na derrubada do helicóptero da PM, matando três policiais.

Foto: Reprodução
Adriano costuma chamar de ‘spa’ o Complexo da Penha, onde vai com frequencia encontrar os amigos | Foto: Reprodução
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REVISTA VEJA DEPOIS DE MOSTRAR BLAIRO COMO AMBIENTALISTA, DÁ NOTA 0 PARA O MATO GROSSO EM HONESTIDADE.

Eles não deixam a floresta em paz – VEJA

   

Pobres florestas de Mato Grosso. Os cupins da corrupção não lhes dão trégua. A última operação da Polícia Federal na região culminou com mandados de prisão de 91 quadrilheiros acusados de derrubar ilegalmente o equivalente a 1,5 milhão de metros cúbicos de madeira desde 2008. São ipês, jatobás, angelins e itaúbas em quantidade suficiente para lotar 50 000 caminhões. Como já vem se tornando uma triste tradição no estado, entre os principais acusados de liderar o assalto à mata figuram indivíduos pagos para fiscalizá-la. Entre os presos no último dia 21 – todos já soltos por ordem do Tribunal Regional Federal – estavam funcionários do alto escalão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema).

A operação, batizada de Jurupari, prendeu ainda engenheiros florestais, fazendeiros, donos de madeireiras, o chefe de gabinete do governador do estado (Silval Barbosa, do PMDB) e a mulher do presidente da Assembleia Legislativa.
  

Em 2005, a Operação Curupira – como a Jurupari, executada pela PF em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) – deparou com quadro semelhante. As investigações apontaram que no comando do roubo da floresta estava ninguém menos do que o número 1 do Ibama em Mato Grosso, Hugo Werle. Então membro do conselho fiscal do PT no estado, Werle havia sido o arrecadador extraoficial de fundos de campanha do partido nas eleições municipais de Cuiabá, em 2004. Ele foi absolvido em primeira instância, mas o MPF recorreu da decisão e o processo continua tramitando no TRF. Na ocasião, outros funcionários do Ibama, incluindo dois gerentes regionais, também foram acusados de envolvimento com a quadrilha. A situação fez com que o instituto perdesse o controle fiscalizatório da extração de madeira no estado, responsabilidade que passou para a Sema, criada em 2006 para esse fim. A corrupção, longe de acabar, só mudou de endereço.
  

A Operação Jurupari identificou três tipos de fraude. O primeiro envolvia laudos falsos encomendados a engenheiros florestais por comerciantes interessados em extrair madeira de determinada propriedade. Contando com a cumplicidade e a falta de fiscalização da Sema, os engenheiros adulteravam os dados de forma a autorizar o corte de uma quantidade maior de árvores do que a que seria permitida por lei. A autorização vem na forma de “créditos florestais”, documentos que indicam o volume e a espécie de madeira que podem ser extraídos daquela propriedade.

O segundo tipo de fraude era uma continuação da primeira. Consistia no comércio dos tais créditos florestais que – indevidamente alterados por funcionários da Sema – eram vendidos a donos de fazendas que não tinham o direito de explorar madeira nas suas propriedades. Ou pelo fato de elas estarem em áreas de preservação ambiental ou por estarem próximas a reservas indígenas, como era o caso da fazenda em nome de Janete Riva, mulher do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado José Riva (PP). Janete foi presa sob a acusação de ter causado um prejuízo ambiental de 38 milhões de reais por meio da venda de créditos florestais adulterados.
  

Com dez propriedades em seu nome, avião particular e uma frota de mais de uma dezena de carros, o marido de Janete coleciona também processos: só no Supremo Tribunal Federal o deputado tem cinco, por crime contra a administração pública e peculato. Já no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Riva responde a outras 45 ações penais – todas, segundo afirmou a VEJA, em consequência da “malvadeza” do MP estadual. Para o procurador federal Mário Lúcio Avelar, que comandou as investigações pelo MPF, Riva é um dos parlamentares que mais exercem influência política nas decisões – que deveriam ser técnicas – da Sema. “A secretaria é hoje um órgão destinado a atender aos interesses dos parlamentares”, diz. O terceiro tipo de embuste identificado pela Operação Jurupari consistia na adulteração e comercialização de um documento, a chamada GF (Guia Florestal). A GF, emitida pela Sema para comerciantes, relata a quantidade de toras autorizadas a ser vendidas a determinada madeireira. Esses papéis são “esquentados” e repassados a exploradores de madeira ilegal.
  

A aumentar o grau de descaramento dos crimes flagrados pela Jurupari está o fato bizarro de que alguns dos encarregados de fiscalizar a floresta eram, ao mesmo tempo, os que deveriam ser objeto de fiscalização. Apontado como um dos idealizadores das fraudes, Afrânio Migliari era secretário adjunto da Sema até o mês de abril (quando foi transferido para a direção florestal da Secretaria de Desenvolvimento Rural). No exercício do cargo, era ele o responsável pelo fornecimento de licenças para exploração de madeira. Ocorre que Migliari é também dono de uma grande madeireira – o que significa que ganhava dinheiro vendendo árvores cujo corte dependia da sua própria aprovação. Quando se trata de criar mecanismos de prevenção para evitar a derrubada das matas, o estado de Mato Grosso leva 10 em criatividade. E zero em honestidade.

MUNICÍPIOS MATO-GROSSENSES EM FOCO.

*****QUERÊNCIAHOJE*****

I Seminário Estadual dos Consórcios debate ações desenvolvidas em MT

A Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM realiza no dia 02 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, o I Seminário Estadual dos Consórcios. O evento faz parte da programação do grande encontro “Municípios Mato-grossenses em Foco” que pretende reunir os 141 dos gestores do Estado.

Segundo o presidente da AMM, Pedro Ferreira de Souza, Os Consórcios Intermunicipais de Desenvolvimento surgiram em 2005 com a proposta de regionalização da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM. O objetivo principal é implantar projetos que potencializem economicamente os polos regionais do Estado, além de viabilizar recursos para a promoção do desenvolvimento, respeitando a identidade econômica de cada localidade. A partir dos consórcios, os municípios passaram a se reconhecer como região e se fortaleceram. “O sucesso na formação e consolidação dos consórcios despertou o interesse de outros Estados, como o Maranhão, cujos representantes vieram a Mato Grosso conhecer o projeto. A experiência também foi apresentada pela AMM em palestras realizadas no Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Rio de Janeiro”, explicou.

De acordo com o gerente de Desenvolvimento Econômico da AMM, Edson Justino dos Reis, o seminário será uma ótima oportunidade para que os prefeitos integrantes dos consórcios e equipes se atualizem e troquem idéias. “Durante o evento os 15 consórcios de Mato Grosso apresentarão um balanço das ações desenvolvidas e ainda irão participar de palestras sobre Entreposto de Pescado, Política Nacional do Turismo e Produção Orgânica, entre outros assuntos”, afirma. 

 

Consórcios Intermunicipais

A AMM, através da Coordenação de Desenvolvimento Econômico (criada em 2005), centrou esforços no sentido de motivar e organizar os municípios em consórcios regionais, oferecendo suporte técnico, elaborando planos estratégicos, projetos de desenvolvimento regional e ajudando na consolidação do programa. Atualmente as atividades desenvolvidas pelos consórcios são acompanhadas pela Coordenação Técnica da AMM, através da Gerência de Desenvolvimento Econômico.

Estão ativos em Mato Grosso 15 consórcios intermunicipais, resultado de uma importante parceria entre AMM e prefeitos, com o Estado, através do MT Regional, e outros parceiros, que acreditaram na proposta de desenvolvimento, através do fomento das cadeias produtivas, conforme a vocação de cada região. Os consórcios se transformaram em projetos de regionalização, encampados e liderados pelos prefeitos, organizados em 15 regiões.

Os consórcios trabalham com a premissa de que a “união faz a força”. Isso fica provado quando se faz uma simples observação de que a integração dos prefeitos que participam do programa amplia significativamente as chances e a representatividade na hora de reivindicar melhores condições para os municípios e região.

A integração e a participação das prefeituras são de extrema importância para a consolidação do programa, pois são os prefeitos que discutem quais os problemas sócioeconômicos comuns dos municípios e buscam soluções regionalizadas, avaliam as cadeias produtivas e, a partir daí, elaboram projetos para subsidiar captação de recursos, capacitação profissional, entre outras ações.

A AMM em parceria com o MT Regional está trabalhando na criação e implantação do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável que será desenvolvido junto aos 15 consórcios de Mato Grosso

DEPUTADO LICENCIADO PEDE AO PP PARA VETAR APOIO AO SOCIALISTA MAURO MENDES.

  

O deputado federal licenciado Pedro Henry afirmou que vai apresentar à direção estadual do PP um indicativo solicitando que o partido não abra espaço para articulações políticas com o empresário e pré-candidato ao governo Mauro Mendes (PSB). Automaticamente, se a solicitação for aceita, atingirá também os partidos que fecharam apoio ao socialista e que compõem o movimento chamado “Mato Grosso Muito Mais”. São eles: PDT, PPS, PV, PRTB, além do PSB.

   Henry está na bronca com o ex-procurador da República e pré-candidato a senador Pedro Taques a quem acusa de compor uma quadrilha de psicopatas que tentam derrubar políticos sem razões coerentes – leia mais aqui. A briga respingou em Mendes principalmente pelo fato do empresário ter saído em defesa de Taques. O pedetista e o socialista também visitam o interior de “braços dados” em caravana. Mendes parece tentar amenizar o debate. Enquanto Henry concedia entrevista ao RDNews, o pré-candidato ao Paiaguás tentava falar ao telefone com ele, que prometeu retornar a ligação.

   O parlamentar espera contar com o apoio do presidente regional do PP, deputado federal Chico Daltro, o que não deve ser difícil devido à ligação dos dois parlamentares. Como suplente, Daltro assumiu a cadeira com a licença de Henry. Ambos se apoiam na corrida eleitoral, já que disputarão a reeleição. O progressista também conta com o fato de ser o 5º vice-presidente da executiva nacional do PP. Considera que sua palavra terá força e que o julgamento que faz de Taques é o mesmo dos colegas de partido. “Vou apresentar o indicativo a todos da executiva. Tenho certeza que eles não serão contrários”, destacou.

   O PP não possui um candidato a governador e ainda não definiu quem vai apoiar nas majoritárias. Segundo Henry, o PP estava aberto a conversar com todos, mas a agora, como consequência da “briga” com Taques, os progressistas podem fechar as portas e janelas ao grupo do socialista. Henry admitiu simpatia pelo nome de Silval. “Eu realmente tenho uma simpatia pelo grupo que está no poder, isso é fato, mas não há nada fechado. Nós temos outras prioridades”, destacou o parlamentar. Para Henry, o PP não deve participar de uma chapa que em que não ganhe a vaga de candidato a vice governador. “Se o PP não participar de uma chapa em que indique o vice, não participará na majoritária”, revelou.

   Embora tenha reforçado que é uma impressão particular, Henry confirma as conversas de batidores, de que o PP supervaloriza o passe para alcançar um espaço maior junto ao governo, caso o grupo que escolha seja eleito.