CONHEÇA O CENÁRIO ELEITORAL DE BARRA DO GARÇAS PARA 2012.

Há 18 meses das eleições para prefeito, o cenário em Barra do Garças aponta para um duelo entre os Farias. Levantamento do instituto Mark, realizado em parceria com o RDNews, mostra que Roberto de Farias (PP), filho do ex-governador Wilmar Peres Farias (já falecido), lidera a pesquisa estimulada com 25,7% das intenções de voto, seguido do primo, o prefeito Wanderlei Farias (PR), que tem 13,5% e aparece empatado tecnicamente com Eduardo Moura (PPS), que detém 14,4%, e com o deputado Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), que figura com 12,6%. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. Wanderlei Farias está no terceiro mandato e, como não exerce o segundo consecutivo, pode, de assim entender, disputar a reeleição nas urnas de 2012.

O ex-prefeito Zózimo Chaparral (PC do B) aparece com 6,8%, dentro do empate técnico com o ex-assessor especial de Wanderlei na prefeitura, Cândido Teles (PSB), preferido de 6,3% nesta amostragem. Não souberam responder 18%. Se as eleições fossem hoje, 2,7% disseram que anulariam o voto.

A pesquisa foi realizada no domingo e segunda últimos (dias 27 e 28) em 40 bairros. Foram ouvidos 222 moradores, sendo 50,5% homens e 49,5% mulheres. Quanto à idade, 4,1% têm entre 16 e 17 anos; 14% de 18 a 24 anos; 24,8% entre 25 e 34 anos; 31,1% de 35 a 44 anos; 19,8% entre 45 a 59 anos; 6,3% mais de 60 anos.

Anúncios

QUERÊNCIA: ABRIL DEVE MARCAR A SAÍDA DA LISTA DOS MAIORES DESMATADORES DA AMAZÔNIA.

“A mobilização de Querência nos sensibilizou. Não há nada parecido no Estado”, comentou Mauren Lazzaretti, secretária adjunta de Qualidade Ambiental da Sema.

Diretor do MMA diz que procedimento para o município deixar o ranking está bem encaminhado. Portaria confirmando a saída deverá ser publicada após atualização de critérios da lista

O município de Querência, no nordeste do Mato Grosso, deverá sair da lista oficial dos maiores desmatadores da Amazônia já em abril. A informação foi dada na última sexta-feira pelo diretor de Políticas para o Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mauro Pires. “Nossa avaliação é que o caso é tranquilo e está bem pavimentado”, afirmou.

Ele reuniu-se em Brasília para avaliar a situação de Querência com representantes do município. O prefeito Fernando Görgen (PR) e integrantes do Conselho de Meio Ambiente (Condema) local entregaram aos técnicos do MMA um dossiê com dados sobre o desmatamento e o cadastramento de propriedades rurais.

No início do mês, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Mato Grosso anunciou que Querência havia ultrapassado a barreira dos 80% de suas terras registradas no Cadastrado Ambiental Rural (CAR), cumprindo assim um dos critérios necessários para sair da lista negra do MMA (saiba mais). A Sema é o órgão responsável pelo CAR.

Pires afirmou que a saída de Querência da lista deverá ser avaliada a partir da atualização dos parâmetros relacionados aos outros dois critérios necessários: o desmatamento registrado em 2009 não pode ser superior a 40 Km² e a média do desmatamento entre 2008 e 2009 deve ser inferior a 40% da média do desmatamento registrada entre 2004 a 2007. Ambos os critérios foram cumpridos.

“Os índices demonstram que o desmatamento caiu e isso é o que vai embasar a atitude do MMA”, explicou Pires. De acordo com o documento apresentado pelo município, entre 2004 e 2009, o desmatamento caiu de 418 Km² para 7,2 Km².

O dossiê foi pedido pelo MMA para complementar essa análise. Depois disso, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deverá assinar a portaria confirmando a retirada da lista. Querência será o primeiro município de Mato Grosso e o segundo do Brasil a alcançar o feito. O primeiro foi Paragominas (PA).

O esforço para sair da lista dos maiores desmatadores foi feito por meio do “Querência Mais”, programa criado pelo Condema, ISA, Grupo de Restauração e Proteção a Água, Flora e Fauna (GRPAFF) e prefeitura. A alta adesão ao CAR, porém, foi uma iniciativa que partiu dos próprios produtores.

“A mobilização de Querência nos sensibilizou. Não há nada parecido no Estado”, comentou Mauren Lazzaretti, secretária adjunta de Qualidade Ambiental da Sema. Ela também participou da reunião em Brasília. “Não vimos em nenhum outro município uma mobilização e um pedido de parceria tão fortes”, afirmou.

“Tínhamos uma realidade bem diferente no município em 2007, quando a lista foi criada. Agora queremos ser reconhecidos pelo esforço feito pela prefeitura em parceria com o ISA e outras organizações. Nenhum município está em melhor situação do que nós nessa área”, explicou Neuri Wink, vereador e presidente do Condema.

Também foram apresentados na reunião os resultados do trabalho de recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) realizado no âmbito da campanha Y Ikatu Xingu. A estimativa é que mais de 1,2 mil hectares de APPs estejam sendo restaurados no município. A prefeitura vem investindo na diversificação da produção, com apoio para o cultivo de mais de 1,7 mil hectares de seringais, por exemplo. Outro ponto levantado pelos representantes do município que pode ser um bom exemplo para outras regiões da Amazônia é o fato de Querência ser um dos campeões nacionais de produtividade agrícola: enquanto o desmatamento despencou, a área plantada de soja mais que dobrou, passando de 110 mil hectares para 240 mil.

Após a saída da lista dos maiores desmatadores, Querência entrará na lista dos municípios monitorados pelo MMA, que, segundo Pires, continuam tendo acesso às ações do programa Arco Verde, com políticas de capacitação, assistência técnica e regularização fundiária. “Queremos que Querência saia da lista e não volte. Se voltar, será ruim para o município e para o MMA”, disse o diretor do ministério. Ele sugeriu que o município adote um pacto pelo desmatamento zero envolvendo governo, produtores e sociedade civil, como foi feito em Paragominas.

“Sou parceiro do desmatamento zero, mas não conseguiremos alcançá-lo sem que os órgãos do Estado façam a sua parte”, argumentou o prefeito Fernando Görgen. Ele lembrou o trabalho de conscientização feito com os produtores para recuperação dos passivos ambientais e a entrada no CAR, pediu apoio para seguir o trabalho e condenou a falta de articulação entre as políticas públicas que atendem o homem do campo. O prefeito criticou a dificuldade em conseguir licenças para o desmatamento legal, especialmente para os assentamentos de reforma agrária. Grande parte do desmatamento recente em Querência ocorreu entre os assentados.

ISA, Oswaldo Braga de Souza.

MEMÓRIA MISS QUERÊNCIA.

O portal *****QUERÊNCIAHOJE***** vem cobrindo desde sua criação acompanhando a eleição do Concurso Miss Querência. Em 2008, 2009 e 2010 fez a cobertura e hoje mostra com exclusividade fotos das últimas representantes eleitas. Nessa primeira foto vemos a Sabrina Mariani no dia da eleição junto a ex-Miss-2007. Breve mais fotos das últimas eleitas. E sábado tem muito mais na eleição da Miss Querência 2011.

PLANTIO DE SERINGUEIRAS SERÁ RETOMADO EM MT. QUERÊNCIA JÁ ESTÁ ENTRE OS SEIS MAIORES.

Os seis maiores do ranking são Itiquira (8,4 mil hectares), São José do Rio Claro (4,19 mil/ha), Pontes e Lacerda (3,2 mil/ha), Querência e Santa Terezinha (2,4 mil/ha) e Gaúcha do Norte (2 mil/ha).

Terceiro maior produtor brasileiro de borracha, Mato Grosso poderá se transformar, até 2025, no primeiro do ranking, com produção estimada de 200 mil toneladas e área plantada de 160 mil hectares. Contudo, para elevar o Estado a este patamar, os heveicultores precisam de investimentos de R$ 1,8 bilhão no período de 14 anos. Nada impossível, tendo em vista a aprovação, na última sexta-feira, em Brasília, da nova linha de financiamento pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural.

A nova linha, exclusiva do Banco do Brasil, “vai ao encontro do plano de expansão para o desenvolvimento do setor nos próximos anos”, comemora Antônio Rocha Vital, engenheiro florestal da Empresa Mato-grossense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer). Com a medida – e ainda levando-se em conta a recuperação dos preços da borracha (que saíram de R$ 1,20, em 2009, para R$ 4,20, este ano) – ele espera que o setor ganhe estímulo e saia da estagnação. “Para se ter uma idéia, Mato Grosso já chegou a contar com uma associação de heveicultores. Mas a entidade foi extinta porque o segmento entrou em decadência por falta de crédito”, conta o engenheiro.

Hoje o Estado produz em torno de 30 mil toneladas de borracha e a área plantada não passa de 46 mil hectares. Mato Grosso tem cerca de mil produtores e três grandes usinas processadoras de borracha: Michelin (Itiquira), Triângulo (Pontes e Lacerda) e outra em São José do Rio Claro.

De acordo com levantamento da Empaer, 25% da produção sai bruta do Estado com destino a São Paulo para atender a indústria de pneumáticos. Em todo o Estado são 61 municípios produtores de borracha, cerca de mil heveicultores e os seis maiores do ranking são Itiquira (8,4 mil hectares), São José do Rio Claro (4,19 mil/ha), Pontes e Lacerda (3,2 mil/ha), Querência e Santa Terezinha (2,4 mil/ha) e Gaúcha do Norte (2 mil/ha).

CRÉDITO – A nova linha de crédito aprovada pela Câmara Setorial da Borracha prevê financiamentos com carência de oito anos, prazo para pagamento de 14 anos e juros de 6,75% ao ano. “É um pleito antigo, pois desde as décadas de 70 e 80 não tínhamos uma linha direcionada exclusivamente para o setor. Temos o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora), mas ele é apenas relativamente adequado ao segmento”, afirma o presidente da Câmara, Marcelo Tournillon Ramos. Os recursos permitirão fomentar a cadeia e reverter o quadro de déficit na balança comercial que existe no segmento.

Atualmente, cerca de 70% da borracha seca consumida no país é exportada. Essa situação gerou um déficit comercial de US$ 800 milhões em 2010, com previsão de US$ 1,3 bilhão neste ano. “O Brasil produz cerca de 120 mil toneladas do produto por ano e consome 360 mil toneladas”, aponta Ramos.

PROPFLORA – Criado em 2002 e voltado especificamente ao financiamento da implantação e manutenção de florestas para fins econômicos, o Propflora já beneficiou a cadeia produtiva da cultua da borracha. Nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 44 milhões em crédito para investimento em seringais. A iniciativa também tem como foco a recomposição e manutenção de áreas de preservação permanente e reserva florestal legal. O limite de financiamento do Propflora aumentou de R$ 200 mil por produtor, na safra passada, para R$ 300 mil nesta safra, com taxa de juros de 6,75% ao ano.

Até a década de 50, o Brasil era o principal produtor do mundo. Hoje, quase todo látex vem da Tailândia, Indonésia e Malásia, que juntas detém 95% da produção mundial (cerca de 5,7 milhões de toneladas).

Diário de Cuiabá
Autor: Marcondes Maciel

PORTARIA DO MMA PODE TIRAR EM BREVE QUERÊNCIA DA LISTA DOS DESMATADORES.

COMITIVA DO MUNICÍPIO DE QUERÊNCIA FOI RECEBIDA EM BRASÍLIA NA ÚLTIMA SEXTA FEIRA.

 

Um encontro na sede do MMA em Brasília reuniu vários representantes de Querência, do Instituto Socioambiental, TNC, do MMA, da SEMA-MT, e assim formalizar um protoco com o pedido de exclusão da lista e debater os números positivos alcançados pelo município na busca de sua adequação ambiental dentro das regras exigidas pelo MMA.

O prefeito Fernando Gorgen liderou a equipe de Querência, que contou ainda com o Presidente do Conselho de Meio Ambiente municipal Neuri Wink, do advogado do Conselho Marcelo Cunha e dos produtores Armin Kliever,Caio Penido e Paulo Aguiar, pelo ISA Adriana Ramos e Rodrigo Junqueira, Maurren Lazzaretti da SEMA-MT, Mauro Pires do MMA entre outros.

No encontro além dos números alcançados pela cidade que pleiteia deixar a lista do Arco de Fogo e assim poder fazer parte do Arco Verde, foi apresentado também um dossiê sobre os avanços atingidos pelo município que foi elebaborado pelo ISA.

A expectativa agora se concentra na publicação da portaria pela ministra Izabella Teixeira e de uma possível visita dela à Querência para pessoalmente declarar a cidade livre das amarras ambientais.

Para Neuri Wink a expectativa é grande pois essa definição colocaria Querência fora da lista e consequentemente numa posição de “tranquilidade e respeitabilidade” junto ao país por ser o primeiro município do Mato Grosso a atingir esse feito e com isso poder ter acesso aos benefícios que o Programa Arco Verde oferece.

Para Marcelo Cunha, o empenho de todos envolvidos foi fundamental para o sucesso do projeto que demandou trabalho e dinheiro, mas que o fator determinante foi a garra dos produtores que se empenharam na regularização e fizeram sua parte e agora esperam anciosos que o governo faça a deles.