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FILHA DE JOSÉ SERRA REBATE AS GRAVES ACUSAÇÕES NO LIVRO DE AMAURY RIBEIRO JR.

PSDB COGITA PROIBIR A VENDA DO LIVRO E ABRIR PROCESSO CONTRA O AUTOR.

A empresária Verônica Serra, filha do ex-governador José Serra (PSDB), divulgou uma nota em que rebate as acusações do livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. “São notícias plantadas desde 2002 – ano em que meu pai foi candidato a presidente pela primeira vez – e repetidas em todas as campanhas posteriores, não obstantes os esclarecimentos prestados a cada oportunidade”, afirma Verônica.

Ela desmente que tenha sido sócia de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso pela Operação Satiagraha da Polícia Federal, em 2008. “Da mesma forma como eu fui indicada para representar o IRR no Conselho de Administração da Decidir, a Sra. Veronica Dantas foi indicada para participar desse mesmo conselho pelo Fundo Opportunity. Éramos duas conselheiras (e não sócias), representando fundos distintos, sem relação entre si anterior ou posterior a esta posição no conselho da empresa”, explica.

A filha de Serra diz que os “caluniadores e difamadores não podem provar uma só de suas acusações e vão responder por isso na justiça”. “Em 1998, quando houve a privatização, eu morava há quatro anos nos Estados Unidos, onde estudei em Harvard e trabalhei em Nova York numa empresa americana que não tinha nenhum negócio no Brasil, muito menos com a privatização”, relatou Verônica.

Amaury Ribeiro Jr. relata casos de desvios de recursos e pagamentos de propinas durante o processo de privatizações no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo o autor, houve um esquema de lavagem de dinheiro com conexões em paraísos fiscais, unindo membros do PSDB, como o ex-ministro da Saúde e ex-governador paulista José Serra, ao banqueiro Daniel Dantas.

O texto de Verônica foi republicado no site do cientista político Eduardo Graeff, ex-secretário-geral da Presidência no governo FHC.  Confira a íntegra da nota:

“Nos últimos dias, têm sido publicadas e republicadas, na imprensa escrita e eletrônica, insinuações e acusações totalmente falsas a meu respeito. São notícias plantadas desde 2002 – ano em que meu pai foi candidato a presidente pela primeira vez – e repetidas em todas as campanhas posteriores, não obstantes os esclarecimentos prestados a cada oportunidade. Basta lembrar que, em 2010, fui vítima de quebra ilegal de sigilo fiscal, tendo seus autores sido indiciados pela Polícia Federal. E, agora, uma organizada e fartamente financiada rede de difamação dedicou-se a propalar infâmias intensamente através de um livro e pela internet. Para atingir meu pai, buscam atacar a sua família com mentiras e torpezas.

1. Quais são os fatos? – Nunca estive envolvida nem remotamente com qualquer tipo de movimentação ilegal de recursos.

– Nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas.

– Jamais intermediei nenhum negócio entre empresa privada e setor público no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

– Não fui sócia de Verônica Dantas, apenas integramos o mesmo conselho de administração. Faço uma breve reconstituição desses fatos, comprováveis por farta documentação.

2. No período entre Setembro de 1998 e Março de 2001, trabalhei em um fundo chamado International Real Returns (IRR) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.

3. Esse fundo, de forma absolutamente regular e dentro de seu escopo de atuação, realizou um investimento na empresa de tecnologia Decidir. Como conseqüência desse investimento, o IRR passou a deter uma participação minoritária na empresa.

4. A Decidir era uma empresa “ponto.com”, provedora de três serviços: (I) checagem de crédito; (II) verificação de identidade e (III) processamento de assinaturas eletrônicas. A empresa foi fundada na Argentina, tinha sede em Buenos Aires, onde, aliás, se encontrava sua área de desenvolvimento e tecnologia. No fim da década de 90, passou a operar no Brasil, no Chile e no México, criando também uma subsidiária em Miami, com a intenção de operar no mercado norte-americano.

5. Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão. Ao contrário do que afirmam detratores levianos, sem provar nada, a Decidir não era uma empresa de fachada para operar negócios escusos. Todas e quaisquer transações relacionadas aos aportes de investimento eram registradas nos órgãos competentes.

6. Em conseqüência do investimento feito pelo IRR na Decidir, passei a integrar o seu Conselho de Administração (ou, na língua inglesa, “Board of Directors”), representando o fundo para o qual trabalhava.

7. À época do primeiro investimento feito pelo IRR na Decidir, o fundo de investimento Citibank Venture Capital (CVC) – administrado, no âmbito da América Latina, desde Nova Iorque – liderou a operação.

8. Como o CVC tinha uma parceria com o Opportunity para realizar investimentos no Brasil, convidou-o a co-investir na Decidir, cedendo uma parte menor de seu aporte. Na mesma operação de capitalização da Decidir, investiram grandes e experientes fundos internacionais, dentre os quais se destacaram o HSBC, GE Capital e Cima Investments.

9. Nessa época, da mesma forma como eu fui indicada para representar o IRR no Conselho de Administração da Decidir, a Sra. Veronica Dantas foi indicada para participar desse mesmo conselho pelo Fundo Opportunity. Éramos duas conselheiras (e não sócias), representando fundos distintos, sem relação entre si anterior ou posterior a esta posição no conselho da empresa.

10. O fato acima, no entanto, serviu de pretexto para a afirmação (feita pela primeira vez em 2002) de que eu fui sócia de Verônica Dantas e, numa ilação maldosa, de que estive ligada às atividades do empresário Daniel Dantas no processo de privatização do setor de telecomunicações no Brasil. Em 1998, quando houve a privatização, eu morava há quatro anos nos Estados Unidos, onde estudei em Harvard e trabalhei em Nova York numa empresa americana que não tinha nenhum negócio no Brasil, muito menos com a privatização.

11. Participar de um mesmo Conselho de Administração, representando terceiros, o que é comum no mundo dos negócios, não caracteriza sociedade. Não fundamos empresa juntas, nem chegamos a nos conhecer, pois o Opportunity destacava um de seus funcionários para acompanhar as reuniões do conselho da Decidir, realizadas sempre em Buenos Aires.

12. Outra mentira grotesca sustenta que fui indiciada pela Polícia Federal em processo que investiga eventuais quebras de sigilo. Não fui ré nem indiciada. Nunca fui ouvida, como pode comprovar a própria Polícia Federal. Certidão sobre tal processo, da Terceira Vara Criminal de São Paulo, de 23/12/2011, atesta que “Verônica Serra não prestou declarações em sede policial, não foi indiciada nos referidos autos, tampouco houve oferecimento de denúncia em relação à mesma.”

13. Minhas ligações com a Decidir terminaram formalmente em Julho de 2001, pouco após deixar o IRR, fundo para o qual trabalhava. Isso ressalta a profunda má fé das alegações de um envolvimento meu com operações financeiras da Decidir realizadas em 2006. Essas operações de 2006 – cinco anos após minha saída da empresa – são mostradas num fac-símile publicado pelos detratores, como se eu ainda estivesse na empresa. Não foi mostrado (pois não existe) nenhum documento que comprove qualquer participação minha naquelas operações. Os que pretendem atacar minha honra confiam em que seus eventuais leitores não examinem fac-símiles que publicam, nem confiram datas e verifiquem que nomes são citados.

14. Mentem, também, ao insinuar que eu intermediei negócios da Decidir com governos no Brasil. Enquanto eu estive na Decidir, a empresa jamais participou de nenhuma licitação. Encerro destacando que posso comprovar cada uma das afirmações que faço aqui. Já os caluniadores e difamadores não podem provar uma só de suas acusações e vão responder por isso na justiça. Resta-me confiar na Polícia e na Justiça do meu país, para que os mercadores da reputação alheia não fiquem impunes.”(TERRA).

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LOTÉRICA QUERÊNCIA INFORMA: A QUINA SAI EM GOIÂNIA.

São Paulo – Um apostador de Goiânia (GO) acertou as cinco dezenas do concurso 2.781 da Quina realizado na noite de ontem (26/12) em Pirapora (MG). O ganhador irá receber R$ 1.516.497,19.

A quadra saiu para 154 apostadores (prêmio de R$ 2.615,11) e o terno, para 8.201 apostadores (prêmio de R$ 70,15). A estimativa para o sorteio de hoje (27/12) é de um prêmio de R$ 400.000,00. Os números sorteados ontem foram: 08 – 13 – 53 – 54 – 55. (AE).

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ÉPOCA: OS SEMEADORES DA AMAZÔNIA.

Quem são os líderes e empresários que começaram um movimento silencioso para desenvolver a região sem destruir a floresta. E como eles estão plantando uma economia legal e sustentável.

O sol já estava baixo quando um helicóptero com o emblema oficial do governo despontou sobre a fazenda de José Adelar Jaenisch, de 50 anos, produtor de soja de Mato Grosso. Com metralhadoras em riste, os ocupantes da aeronave apontavam em direção a uma máquina agrícola que, em terra, preparava o solo para o plantio da próxima safra. Seis viaturas reforçavam a fiscalização nas estradas vizinhas. Assustado, o motorista que pilotava o trator abandonou o veículo no mato e fugiu. Jaenisch foi se esconder na cidade. Só retornou depois que os agentes de crimes ambientais deixaram a região. “Fiquei pelo menos uma semana sem trabalhar”, afirma ele. “Foi uma época de muita insegurança. Você nunca sabia o que ia te acontecer no dia seguinte.”

O episódio ocorreu no município de Querência, em Mato Grosso, um dos 20 maiores produtores de soja do Brasil. Mas poderia ter sido em qualquer localidade do Pará, de Rondônia ou do Acre. Desde que o Ministério do Meio Ambiente criou, em fevereiro de 2008, a lista negra do desmatamento, a tensão no campo aumentou – e se alastrou. O ministério mirou nos 36 municípios campeões de desmatamento. Fazendeiros e madeireiros ilegais foram presos. Centenas de serrarias fecharam. Os bancos deixaram de liberar financiamento aos produtores. Na prática, é como se todas essas cidades estivessem com o nome sujo na praça…

Naquela tarde, os fiscais sobrevoavam a fazenda de Jaenisch para conferir o que as imagens de satélite já haviam apontado: ele desmatara mais que o permitido. Jaenisch comprou 1.250 hectares de terras em Querência em 2001. De acordo com o Código Florestal, que define o uso do solo privado no Brasil, ele deveria manter 80% (ou 1.000 hectares) da área preservada, conhecida como reserva legal. Mas fez o oposto. Usando a técnica do correntão, um cabo de aço puxado por dois tratores, aparou 80% da mata para plantar soja, exatamente o que teria de proteger. Por ter desobedecido à regra, foi cobrado.
A despeito da dívida ambiental, a situação para Jaenisch melhorou. Em abril deste ano, Querência deixou a lista suja. Foi o segundo (e por enquanto o último) município do Brasil a limpar o nome. Querência seguiu o rastro de Paragominas, no Pará, que alcançou o feito no ano passado, ao reduzir em quase 90% suas taxas de derrubada. A partir da experiência pioneira de Paragominas, uma sequência de cidades começou a se mexer. O Pará, um dos campeões de desmatamento nos últimos 20 anos, lançou um programa decisivo para reverter sua má fama, o Municípios Verdes. A intenção é criar um modelo econômico baseado em ações responsáveis. E deixar para trás as práticas predatórias. Das 144 cidades paraenses convidadas a assinar o pacto, 89 aderiram. Suas prefeituras agora recebem dados de satélite com as áreas desmatadas. O mapeamento é essencial para punir os infratores.

As histórias de Paragominas, Querência e outras cidades que buscam a legalidade dão sinais de que há uma reviravolta silenciosa tomando forma na floresta. Parte por pura pressão jurídica e financeira. São municípios que querem recuperar mercado, sossego e dinheiro para plantar ou engordar o boi. Outros o fazem por convicção. Dizem acreditar na importância da floresta na manutenção do ciclo de chuvas e do equilíbrio climático. “Quando a sociedade quer e o poder público está motivado, é possível conciliar o desenvolvimento local com a conservação”, afirma Mauro Pires, do Ministério do Meio Ambiente. “O protagonismo desses municípios nos surpreendeu.”
Abandonar a lista, porém, não é um trabalho simples. As cidades precisam cumprir algumas obrigações, entre elas: reduzir o desmatamento para menos de 40 quilômetros quadrados por ano e conseguir que 80% da área do município (com exceção de terras indígenas e unidades de conservação) tenha um documento chamado Cadastro Ambiental Rural (CAR), um relato de todas as ilegalidades do passado. Aí reside o maior desafio. Fazer o tal cadastramento é o mesmo que um criminoso decidir, por vontade própria, ir a uma delegacia se entregar. O fazendeiro em situação ilegal tem medo de ser punido ao declarar suas dívidas. Para complicar, o Código Florestal está em revisão no Congresso. Dependendo do que for decidido, os agricultores e pecuaristas poderão ficar isentos de reparar seus erros pretéritos. Isso reduz a vontade de se regularizar imediatamente. A menos que eles estejam sentindo a pressão no bolso.

É o caso de Querência. Acuada com a rejeição das compradoras de soja e com a restrição dos bancos, a cidade decidiu fazer direito – tornando mais tranquila a rotina de produtores como Jaenisch. Em meados de 2009, os agricultores do município começaram um processo inovador de mobilização social, ao criar um conselho de meio ambiente para gerenciar a saída da lista. Diversos segmentos da sociedade, da Igreja Católica ao sindicato rural, ganharam um assento no órgão. “A gente queria um colegiado para envolver todo mundo”, afirma Marcelo Cunha, diretor do conselho. “Organizamos um movimento de baixo para cima, sem o governo.” Querência conseguiu registrar 85,5% de sua área no CAR. Jaenisch foi um dos que confessaram os pecados de sua fazenda.

À frente dessa mudança de direção está o produtor Neuri Wink, de 49 anos, simpatizante dos ruralistas mais tradicionais. Sua trajetória resume bem a colonização de Mato Grosso. Gaúcho convicto (ele mantém a tradição de tomar chimarrão na cuia, a despeito do calor escaldante dali), chegou à região em 1988 numa caravana organizada por uma cooperativa de compra de terras. Nos anos 1960 e 1970, o governo federal fazia campanhas para levar sulistas e nordestinos aos solos desabitados do Norte e do Centro-Oeste. Acreditava-se que a chegada dos imigrantes era uma forma de impedir que as potências estrangeiras desejassem a Amazônia. O nome Querência, a propósito, é uma espécie de provocação. Para os gaúchos, a palavra “querência” significa algo como a terra amada de origem. O governo propunha fundar, em Mato Grosso, uma nova terra natal para o povo.
Wink sustenta até hoje o discurso dos tempos da colonização. Nutre uma repulsa escancarada pelas ONGs estrangeiras. Diz que elas pregam a preservação para retardar nosso crescimento. Afirma que, no futuro, a Amazônia será ocupada pelos mesmos americanos que hoje brigam por sua proteção. Um dia antes de a reportagem de ÉPOCA chegar a Querência, ele se reuniu com outros produtores de soja para discutir, entre outros assuntos, o que dizer à imprensa. Na manhã seguinte, começou a conversa incisivo: “Quero saber se vocês vão transcrever o que eu falar ou o que vão interpretar”, disse ele. “Porque aqui é assim, combinado não sai caro.” Apesar da postura conservadora (ou talvez por causa dela), Wink convence os outros produtores a regularizar suas terras. Em alguns casos, explica a necessidade do reflorestamento e apresenta práticas socioambientais aos colegas. É uma espécie de avalista das novidades. Tudo o que experimenta em sua propriedade ganha potencial para ser reproduzido.

Quando pisou em Querência pela primeira vez, tudo o que Wink encontrou foi floresta. Não havia estradas, casas ou qualquer indício de infraestrutura urbana. Ele foi atraído pelo baixo custo dos terrenos. Com o valor de 1 hectare no Sul, compravam-se 30 hectares em Mato Grosso. Wink começou do zero. Dormiu durante meses embaixo de uma lona, até conseguir dinheiro para construir um casebre de madeira. Hoje tem 1.220 hectares. Preservou 33% de sua área (quando chegou, a lei era menos restritiva. Obrigava a proteger 50%, em vez dos 80% atuais) e, no restante, colocou bois, soja e milho. Recentemente, decidiu plantar seringueiras, as árvores que dão o látex. Sua propriedade, de nome Certeza, é uma das poucas dali que combinam lavoura e pecuária com floresta, um sistema chamado silvoagropastoril. Além de aproveitar melhor o solo, o método eleva a produtividade. Wink mantém seis bois por hectare, seis vezes a média brasileira, sem colocar máquinas e funcionários adicionais. Seus seringais são ainda mais promissores. Ele estima que os 10 hectares vão render, no futuro, R$ 40 mil por ano de lucro. “É melhor que o INSS, não é?”, diz, agora num tom mais descontraído.

A mudança na região teve um empurrãozinho externo. O grande incentivador de um novo modelo de produção é o engenheiro-agrônomo Rodrigo Junqueira, de 39 anos, coordenador do Instituto Socioambiental (ISA). Ele precisou de muita saliva para cair nas graças de Wink. Os dois se conhecem há seis anos, mas só há pouco conseguiram sentar à mesma mesa para debater. O ISA é a única ONG que os produtores de Querência respeitam. Ainda assim, há resistências. “Os conflitos são inerentes”, diz Junqueira. “Não é porque trabalhamos juntos que viramos amiguinhos.” Junqueira teve de participar de dezenas de dias de campo, momento em que os produtores se reúnem numa fazenda para trocar experiências, antes de tocar em assuntos delicados, como recuperação de nascentes ou a importância de cessar o desmatamento. Paciente, é um catequizador das causas verdes. E seus esforços já tiveram algum êxito. Centenas de proprietários na região estão plantando mata nativa com o uso de máquinas agrícolas. O próprio Wink já reflorestou 19 hectares.
Se em Querência a ordem é cumprir a lei pelo bem das finanças, mais ao Norte, na cidade de Alta Floresta, a regularização chegou também pela necessidade climática. No ano passado, o município de 50 mil habitantes compreendeu na prática a importância de pagar seu débito ambiental. Apesar de estar no meio da Amazônia, um dos lugares mais úmidos do planeta, Alta Floresta ficou durante semanas sem água. Os rios que alimentam o sistema de abastecimento de 25 mil casas secaram. Foi preciso estourar algumas represas de criação de peixes para drenar a água e suavizar a estiagem. Detalhe: a cidade tem nada menos que 11.000 quilômetros de rios e 6 mil nascentes. Embora haja fontes em abundância, 4 mil delas estão degradadas pela erosão do solo.

Da tragédia veio a lição para recompor o entorno das nascentes e regularizar as propriedades. Começou de uma parceria incomum. A Secretaria de Meio Ambiente do município se uniu à de Agricultura para persuadir os produtores a fazer o CAR e recuperar os olhos-d’água. A grande novidade de Alta Floresta foi incluir os pequenos agricultores. Como eles são numerosos e suas terras não fazem tanto volume, inseri-los em geral não é prioritário. É mais fácil chegar aos 80% da área cadastrada do município com os grandes fazendeiros. “Queremos deixar a lista com todos juntos”, afirma a prefeita de Alta Floresta, Maria Izaura Dias Afonso.

Quem lidera a empreitada é a paranaense Irene Duarte, de 50 anos, secretária de Meio Ambiente. Com um jeito quase maternal, convence do latifundiário ao agricultor familiar a impedir que o boi beba nas nascentes, uma das principais causas da degradação. É chamada de Marina Silva de Alta Floresta. Somado à liderança inerente, ela tem a seu favor um aliado notável, o secretário de Agricultura, Valdemar (mais conhecido por Chico) Gamba, de 46 anos. Gamba é produtor rural e fala a mesma língua dos agricultores. Usa da facilidade para laçar os colegas rebeldes. “Enquanto eles brigam lá em cima, a gente se une aqui embaixo”, diz Irene, em referência à divergência travada entre os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura em torno das mudanças do Código Florestal.
Irene e Gamba fizeram 61 reuniões com agricultores, incluindo fins de semana e feriados, para explicar a cartilha ambiental. Um dos objetivos é recuperar as nascentes degradadas. Com recursos do Fundo Amazônia, R$ 2,8 milhões repassados pelo BNDES, a prefeitura comprou sementes, mudas e 3.000 quilômetros de arame. Distribuiu o material aos pequenos produtores, que cercaram 870 nascentes e plantaram as espécies nativas no entorno. Outra meta é que 100% da área da cidade esteja no CAR. Até a última semana, 78,2% do município se cadastrara. O resultado coloca Alta Floresta quase fora da lista das campeãs do desmatamento. A saída é uma questão de tempo.

O conjunto da obra conferiu ao município visibilidade internacional. A prefeita Maria Izaura foi a Nagoya para contar a história de Alta Floresta. O clima de segurança chegou também ao campo. No passado, quando os fiscais ambientais apareciam nos sítios com suas caminhonetes, costumavam encontrar só as crianças em casa. Os adultos se escondiam. Hoje os produtores esperam ansiosamente a visita. Um deles, de tão orgulhoso, transformou o CAR num quadro e o pendurou na parede. O atestado de que agora está dentro da lei ganhou destaque na sala.
Há ainda os que transformaram a recomposição de florestas em oportunidade de negócio. O agricultor Aguinaldo da Silva arrendou um pedacinho de terra próximo a sua chácara para ganhar um dinheiro extra. Em vez de pagar pelo arrendamento, tem o compromisso de recuperar as nascentes do vizinho. Silva intercalou o plantio de árvores nativas com espécies com valor econômico, como mandioca, abacaxi e bucha. Como não usa agrotóxico, conseguiu certificar parte dos produtos com um selo orgânico e lucrou R$ 9 mil na primeira colheita. “A gente ganha um pouco mais porque tem um portfólio variado”, diz ele, numa clara demonstração do tino para o comércio. “Sem contar o marketing.”
É ilusão pensar que, por vontade própria, os produtores rurais cessarão o desmatamento ilegal ou tirarão dinheiro do bolso para salvar a floresta. Se não for pela punição, a única maneira de convencê-los é com estímulos financeiros. Há alguns fundos dispostos a investir em quem se compromete com a Amazônia. Um deles, o Fundo Amazônia, conta com US$ 1 bilhão prometido pela Noruega, além de outros recursos. O governo federal estuda agora destinar um porcentual dos repasses para Estados e municípios às práticas verdes. Para essas cidades, sair da lista suja da devastação, apesar de um feito considerável, é só um passo de um longo caminho. Os municípios precisam encontrar meios de viver alinhados com uma nova ótica de produção, a economia florestal. “Pior que entrar na lista é voltar para ela”, afirma Mauro Pires, do MMA. “Mas esses municípios já têm mostrado que há muita solução criativa para esse Brasil do interior.”

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SENADO ABRE CONCURSO PARA 246 VAGAS. INSCRIÇÕES ATÉ 5 DE FEVEREIRO.

 

Foram publicados no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23) os quatro editais do concurso público para o Senado Federal. As provas estão marcadas para o dia 11 de março e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) será a organizadora do certame. A previsão é de preenchimento de 246 vagas inicialmente, sendo 104 para o cargo de técnico legislativo (nível médio), 133 para analista legislativo (nível superior) e nove para consultor legislativo (nível superior).

Será admitida inscrição exclusivamente on-line pelo site da FGV, no endereço eletrônico www.fgv.br, solicitada no período entre 0 do dia 26 de dezembro de 2011 até as 23h59min do dia 5 de fevereiro de 2012, observado o horário oficial de Brasília.

A taxa de inscrição terá o valor de R$ 200,00 para o cargo de Consultor Legislativo (áreas de Consultoria e Assessoramento Legislativo e Consultoria e Assessoramento em Orçamentos). A remuneração inicial é de R$ 23.826,57

Para o cargo de Analista Legislativo nas áreas de apoio Técnico ao Processo Legislativo, Apoio Técnico-Administrativo, Controle Interno, Saúde e Assistência Social, Instalações, Equipamentos, Ocupação e Ambientação de Espaço Físico, Redação e Revisão de Textos Gráficos, Comunicação Social e Tecnologia da Informação) a taxa de inscrição será de 190,00.A remuneração inicial é de R$ 18.440,64.

A taxa de inscrição terá o valor de R$ 180,00 para os cargos de Técnico Legislativo (nas áreas de Apoio Técnico ao Processo Legislativo; Apoio Técnico-Administrativo; Saúde e Assistência Social; Instalações, Equipamentos, Ocupação e Ambientação de Espaço Físico; e Apoio Técnico ao Processo Industrial Gráfico) e Policial Legislativo. A remuneração inicial é de R$ 13.833,64.

Provas

As provas da primeira etapa do concurso serão realizadas no dia 11 de março de 2012, nas capitais de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, de forma a garantir amplo acesso dos interessados e uma seleção abrangente. As provas para os cargos de Consultor Legislativo e Técnico Legislativo ocorrerão em turno oposto às avaliações para o cargo de Analista Legislativo, permitindo aos candidatos a possibilidade de concorrer a mais de um cargo.

Serão aplicadas provas discursivas para todos os cargos, além de prova de títulos para o cargo de Consultor Legislativo. Aos candidatos para o cargo de Técnico Legislativo, especialidade Policial Legislativo Federal, será exigida, ainda, aptidão física e psicológica, assim como investigação social e documental e aprovação em curso de formação específico.

Mais informações sobre o Concurso do Senado podem ser obtidas no site da FGV ou pelo telefone 0800-2834628 e pelo email senado11@fgv.br, a partir da próxima segunda-feira (26). (AGÊNCIA SENADO).

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HELICÓPTERO CAI NA LAVOURA DE SOJA EM TRINDADE-GO E FERE DOIS.

Helicóptero acidente Trindade 

Um helicóptero caiu na manhã deste sábado (24) em um pasto no Setor Palmares, em Trindade, ao lado da GO-070. Duas pessoas ficaram feridas. Elas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e levadas para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Segundo informações do hospital, as vítimas sofreram apenas ferimentos leves.

De acordo com o Posto Policial do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) o piloto, Rodrigo Stoco, de 31 anos, e o amigo dele, Jeferson Luiz do Vale, de 63 anos, moram em Goiânia e estavam fazendo um passeio pela cidade a bordo da aeronave. (O POPULAR).

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JOGADOR ADRIANO BRINCA COM PISTOLA E FERE JOVEM NO RIO DE JANEIRO.

O atacante Adriano, do Corinthians, se envolveu em uma polêmica na manhã deste sábado, no Rio de Janeiro. O jogador é acusado de ter baleado acidentalmente Adriane Pinto, de 20 anos, na mão esquerda. De acordo com a mulher, o Imperador brincava com uma pistola calibre 40 quando ocorreu o disparo.

Adriano estava em seu carro e voltava de uma boate na Barra da Tijuca. Dentro do veículo estariam, além da vítima, outras duas jovens e um tenente reformado da Polícia Militar, que seria o dono da arma.

O tenente Reinaldo Tomás da Silva, que colheu o depoimento de Adriane no hospital, contou à TV Record a versão da vítima sobre o incidente. Segundo a mulher, Adriano manuseava o pente onde estavam as balas da arma no momento do disparo.

Após ter sido baleada, a mulher foi encaminhada ao Hospital Barra D’Or com uma fratura na mão esquerda e deve passar por uma cirurgia ainda neste sábado.

O caso foi registrado na 16ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro e o carro de Adriano foi levado para o local, onde passará por uma perícia. O jogador ainda não prestou depoimento sobre o ocorrido, mas deve ser chamado para dar esclarecimentos.

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500 INGRESSOS PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS POR JOGO NA COPA 2014.

Romário chora em anúncio de projeto para deficientes na Copa.

O deputado federal Romário (PSB-RJ) e o novo membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, Ronaldo, participaram nesta sexta-feira (23) de lançamento de projeto para deficientes físicos no Mundial de 2014. Bastante emocionado, Romário comemorou a garantia dada pela organização de que haverá 500 ingressos gratuitos para portadores de necessidades especiais em cada jogo do Mundial de futebol.  

 
De acordo com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ao todo serão 32 mil ingressos destinados aos portadores de necessidades especiais. O evento, realizado no Hotel Sheraton, contou ainda com as presenças dos deputados Otávio Leite, Rosinha da Adefal e Mara Gabrilli.   
 
Na ocasião, Romário ainda desmentiu boatos de que após o anúncio dos ingressos gratuitos tenha “amolecido” em relação às críticas a CBF. “Eu não mudo de lado, de bandeira. Sou deputado federal e vou continuar fiscalizando a CBF, o Ricardo Teixeira e o próprio Ronaldo,tudo visando uma Copa do Mundo melhor e do povo
 
Durante o evento, Romário ainda ouviu as declarações das parlamentares portadoras de deficiência Rosinha da Adefal e Mara Gabrilli. 
 
“Agradeço ao Romário como parlamentar e pessoa com deficiência essa conquista do Romário. São mais de 45 milhões de pessoas com deficiência. Imagino a emoção de um cego, que não enxerga com os olhos, mas vai enxergar com os outros sentidos o que é participar de um jogo de futebol, de uma Copa do Mundo, disse Rosinha, ao elogiar a dedicação de Romário a sua principal causa. 
“(…) Em um evento em Alagoas, ele sentou em uma cadeira de rodas para jogar basquete e essa atitude foi muito positiva. Ficou todo mundo do mesmo tamanho e ele deu show no basquete”, contou Rosinha.
 
Pedido a Ronaldo
 
Durante a coletiva, Romário ainda pediu a Ronaldo para que a banda formada por pessoas com deficiência execute o hino nacional durante uma partida da seleção brasileira na Copa. Ao ouvir o pedido, o Fenômeno prometeu levá-lo à CBF.