BRASIL HUMILHA A ESPANHA.

1006239_10151536184525617_1586028788_n

Por Jonas Moura – Sambafoot.

Brasil 3×0 Espanha – Sem dar chance à Fúria, Seleção conquista o tetra da Copa das Confederações.

Que o crescimento da Seleção Brasileira é notório, ninguém duvida. Mas poucos acreditavam que os comandados de Luiz Felipe Scolari poderiam, nesta Copa das Confederações, impor uma verdadeira humilhação à Espanha na decisão do torneio. Neste domingo (30), no Maracanã, o discurso que se preocupava em evitar uma goleada dos atuais campeões do mundo e das duas últimas Eurocopas se converteu em confiança. Fruto de uma marcação pesada sobre Xavi, Iniesta e companhia, que mal viram a cor da bola no templo do futebol brasileiro. Fred – duas vezes – e Neymar marcaram os gols da vitória convincente por 3 a 0 que garantiu ao time canarinho o tetracampeonato.

Gol relâmpago e confiança

O gol relâmpago, aquele fator que tanto ajudou a Seleção nesta Copa das Confederações e que preocupava o técnico Vicente del Bosque, voltou a ser atração especial para a torcida brasileira na final. Após lançamento de Hulk da direita, Neymar e Fred travaram disputa intensa com Piqué e Arbeloa na pequena área. Melhor para o centroavante, que, mesmo caído, conseguiu emendar um chute preciso e pareceu ter feito o Maracanã explodir em meio aos gritos vindos das arquibancadas. Num lance de muita raça, os comandados de Felipão balançaram as redes com menos de dois minutos.

A Espanha, então, viu sua pretensão de dominar o início da partida completamente frustrada. Os donos da casa ganharam confiança após o gol e, surpreendentemente, impuseram ampla vantagem sobre a Fúria, geralmente tão respeitada quando o quesito em pauta é a posse de bola. Aos oito, Oscar recebeu passe de calcanhar de Fred e disparou rasteiro, muito perto da trave, mas à sua esquerda. E o goleiro Casillas precisou trabalhar minutos depois quando Paulinho, após roubar a redonda na entrada da área, tentou toque por cobertura e por pouco não anotou um golaço.

Algumas faltas duras evidenciavam o incômodo dos espanhóis com o cenário que se desenhava. Mesmo tendo chegado mais à área brasileira à medida que o relógio corria, a Fúria pouco assustava, muito por conta da marcação forte promovida pela dupla de volantes brasileiros sobre as atrações do meio-campo adversário, Xavi e Iniesta. Destaque maior foi Casillas, responsável por uma das mais belas defesas da Copa das Confederações, aos 31 minutos. A partir da arrancada de Neymar no contra-ataque, Fred recebeu pelo meio e fez explodir a bola no capitão espanhol à queima-roupa.

Porém, melhor do que qualquer defesa de goleiro foi a intervenção triunfal de David Luiz aos 40. Quando o gol do apagado Pedro, após passe de Mata, parecia mais do que concretizado, o zagueiro surgiu em cima da linha para dar um bico e se redimir do pênalti infantil cometido diante dos uruguaios na semifinal. Nesta noite, foi herói. E isso tudo era só uma prévia do que viria a se tornar a festa aos 44. Mostrando novamente a força do contra-ataque brasileiro, Neymar tabelou com Oscar e recebeu em condição legal. Resultado: chute firme de perna esquerda e quarto gol dele na competição.

Fred completa a festa garantida

O gol relâmpago. De novo, a arma serviu de motor para incendiar o Maraca e dar tranquilidade ao escrete canarinho. E desesperar os espanhóis. Aos dois minutos após o retorno dos vestiários, Hulk passou para Neymar, que por sua vez deixou para Fred acertar o canto esquerdo de Casillas e fazer o terceiro. O ambiente era tão favorável ao time da casa que poucos pareciam acreditar que Sergio Ramos realmente colocaria a bola no fundo das redes quando Marcelo cometeu falta dentro da área em Jesús Navas. Julio César nem precisou trabalhar. O chute para fora, à direita, foi a segunda penalidade perdida pelos comandados de Del Bosque na Copa das Confederações.

O jogo era bom. Chances aconteceram para os dois lados, com desvantagem para a Espanha quando tentava finalizar. Iniesta tentou aos 12, mas não deu muito trabalho ao goleiro brasileiro. Em seguida, Hulk recebeu de Neymar e tentou por cobertura, mas Casillas saiu bem para evitar maior perigo. O treinador espanhol, que já havia trocado Mata por Navas, tentou modificar as peças, com David Villa no lugar de Fernando Torres.

Indícios de que uma goleada ainda mais elástica estava por vir não faltaram. Em cobrança de falta na entrada da grande área, aos 24, Neymar bateu por cima de meta. Antes, Piqué havia recebido o cartão vermelho ao tentar parar o atacante que disparava em direção ao gol. Nas mudanças de Felipão, novidades. Hulk desta vez foi ovacionado no momento em que dava lugar a Jadson. Aos 37, Jô tentou deixar o seu. Antes do apito, houve tempo para uma grande defesa de Júlio César na tentativa de Villa de buscar o ângulo.

Nunca um campeão da Copa das Confederações venceu uma Copa do Mundo. Cabe ao grupo atual mudar a história em 2014. O fato, no entanto, não parece preocupar muito o torcedor brasileiro neste momento. Após mais um dia de protestos que terminou com cenas impressionantes de violência policial no Rio de Janeiro, o Brasil teve seus motivos para sorrir um pouco.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 3 X 0 ESPANHA

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Data e hora: 30/6/2013, às 19h

Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)

Assistentes: Sander Van Roekel (HOL) e Erwin Zeinstra (HOL)

Público: 73.531 presentes

Cartões amarelos: Arbeloa, Sergio Ramos (ESP)

Cartão vermelho: Piqué (ESP)

Gols: Fred, aos 2’/1ºT; Neymar, aos 44’/1ºT; Fred, aos 2’/2ºT

BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes – 42’/2ºT) e Oscar; Hulk (Jadson – 27’/2ºT), Neymar e Fred (Jô – 34’/2ºT). Técnico: Felipão

ESPANHA: Casillas, Arbeloa (Azpilicueta – intervalo), Piqué, Sergio Ramos e Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e Mata (Jesús Navas – 7’/2ºT); Pedro e Fernando Torres (David Villa – 13’/2ºT). Técnico: Vicente Del Bosque

Anúncios

SOJICULTOR DO PARANÁ GANHA PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE.

Concurso promovido pelo Cesb envolveu produtores da oleaginosa de todo o País; objetivo é fomentar a eficiência do setor

Marcos Zanutto/04-03-2013

A produtividade média da soja no Estado cresceu de 2.990 kg/ha na safra 2007/08 para 3.378 kg/ha na safra 2012/13.

Com uma produtividade de 110,55 sacas por hectare, o produtor paranaense Hans Jan Groenwold, da região de Castro (Campos Gerais), foi o grande campeão nacional em produtividade de soja no concurso Desafio de Máxima Produtividade de Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb). O anúncio do vencedor foi feito na noite da última quinta-feira em Cascavel, durante o IV Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja.
O evento contou com a presença de mais de 550 produtores, técnicos e pessoas relacionadas ao agronegócio. Além do produtor, o engenheiro agrônomo Lucas Simão Hubert, que presta serviços para a propriedade de Groenwold, ganhou como prêmio uma viagem técnica entre os dias 3 e 11 de agosto aos Estados Unidos, onde visitarão culturas de soja de alta produtividade, centros de pesquisas e universidades.
Em nota enviada à imprensa, o presidente do Cesb, Orlando Martins, afirmou que os resultados obtidos atestam a eficiência da produção da oleaginosa no Brasil, cuja média é de 50 sacas por hectare. Segundo ele, o fórum nacional faz parte da missão de discutir e apresentar temas relevantes para o desenvolvimento da soja no País, além de disseminar técnicas e métodos bem-sucedidos e ainda, acrescenta ele, reconhecer os esforços dos campeões. O Cesb é composto por 16 membros e oito entidades patrocinadoras: Syngenta, Basf, Pioneer, TMG, Monsanto, Sementes Adriana, Agrichem e Instituto Phytus.
Eficiência

Francisco Simioni, diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), afirma que a produtividade das lavouras de soja no Paraná tem crescido de forma constante nos últimos anos. Segundo ele, na safra 2007/08, por exemplo, a produtividade do Estado era de 2.990 quilos por hectare. No ciclo 2012/13, essa média passou para 3.378 quilos por hectare. Simioni justifica que essa elevação se deve à inserção de novas tecnologias no campo e à aplicação das boas práticas de produção.
Ele acrescenta que o uso de materiais com alto potencial tecnológico mostra os resultados no campo. “A pesquisa e a assistência técnica têm feito com que a produtividade alcançe as expectativas de crescimento”, salienta Simioni. Além disso, o especialista enfatiza que o uso de adubos e fertilizantes mais eficientes também tem ajudado nessa conquista. Com isso, o técnico observa que esses investimentos têm sido revertidos em retorno financeiro aos agricultores.
Simioni também lembra que os investimentos em novas tecnologias só acontecem porque a remuneração do grão ao produtor tem aumentado. Só para se ter uma ideia, há dez anos, o valor médio recebido ao produtor pela saca de soja era de R$ 26, segundo dados do Deral. A média deste mês, até o momento, está em torno de R$ 58,69. Porém, a margem de lucro pode variar devido à oscilação dos custos de produção. “Os preços pagos aos produtores têm melhorado principalmente nas últimas duas safras”, completa Simioni. O motivo, segundo análises de especialistas do setor, se deve aos baixos estoques internacionais e também à quebra de safra no ciclo 2011/12, que afetou a produção em todo o País.
De acordo com o último levantamento do Deral, o Paraná produziu no ciclo 2012/13 mais de 15,78 milhões de toneladas de soja, volume 46% superior ao registrado na safra anterior. O crescimento no volume, explicam os especialistas do Deral, se deve à estiagem, que prejudicou a produção do Estado na safra passada. Em área, o Paraná destinou para o último ciclo 4,67 milhões de hectares, número 6% maior se comparado ao período anterior.