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PRODUTOR DE CANARANA FATURA R$ 180 MIL POR MÊS COM AVIÁRIO.

Escrito por Rafael Govari – Jornal O Pioneiro

CANARANA – As oportunidades podem surgir em áreas e em momentos que alguém nunca esperou. Isso também poderia se encaixar com o maior produtor de ovos do Vale do Araguaia, o canaranense Nelson Neuhaus, pequeno agricultor e morador de Canarana desde 83.

Nelson Neuhaus, 54 anos, nasceu em uma família de pequenos agricultores em Três de Maio/RS. É o terceiro mais novo de 12 irmãos. Percebendo que a terra ficaria pequena para todos sobreviverem, saiu de casa. Migrou para o Mato Grosso e veio parar em Canarana na década de 80.

Aqui no Município, comprou 220 hectares. Como todos os pioneiros, plantou soja, mas como muitos, também quebrou. “Aqui não dá pra sobreviver plantando soja em uma área pequena. Depois tentei criar porcos, mas também não deu certo, até que comecei a produzir ovos”, explicou.

Há 10 anos, depois de tentar vários negócios, sobraram 100 galinhas poedeiras. O que para muitos seria fim da linha, para Nelson Neuhaus foi a grande virada de sua vida. Começou a ampliar ano após ano o seu plantel e hoje ele tem mais de 50 mil aves, sendo o maior produtor de ovos do Vale do Araguaia.

Sua granja, com no nome de Granja do Vale, fica a 26 km de Canarana, na região do Tanguro. Emprega 14 trabalhadores e produz 40 mil ovos por dia, ou 100 caixas. Cada caixa, que contém 360 ovos, é vendida a 60 reais, dando uma entrada de 180 mil reais por mês bruto. Vende ovos de Aragarças/GO a Vila Rica/MT, atendendo todo o Vale do Araguaia.

No começo não era fácil. Nelson Neuhaus fazia a ração, tratava as gali-nhas, recolhia os ovos, vendia, entre-gava e tirava as notas. Não tinha final de semana, feriado e nem férias. O esforço foi para conseguir formar os filhos na faculdade, seu grande sonho. E agora, recebe a recompensa.

Eles ajudaram a adequar a granja, que desde abril deste ano, possui a licença do Sistema de Inspeção Federal, o que lhe dá o direito de vender para qualquer lugar do País. É o único do Vale do Araguaia autorizado para isso. Foram investidos 300 mil reais para adequar a granja e conseguir a licença.

O próximo passo é implantar a colheita mecanizada e fazer algumas ampliações e adequações na fábrica de ração, o que diminuirá a mão de obra e consecutivamente os custos, aumentando também a qualidade. Conforme Nelson Neuhaus existe mercado para aumentar a produção.

Cada ave tem vida útil de 80 semanas e precisa de 17 horas por dia para dar uma boa produção, que gira em torno de 84%/dia. O ovo tem validade de 30 dias. As aves ficam em lotes de sete mil, que após o descarte são vendidas para frigoríficos especializados. Os pintos são comprados do estado de São Paulo e o escalonamento é para que a produção não pare durante o ano inteiro. A ave começa a produzir em 17 semanas.

Num município em que a soja predomina em grandes áreas, produ-tores com pequenas áreas, como Nelson Neuhaus, estão encontrando a prosperidade em negócios até então pouco valorizados. Além de ovos, o produtor plantou 15 hectares de palmito. Se o negócio for rentável, aumentará para 30 hectares, tudo irrigado.

“Hoje estou muito satisfeito”, conclui feliz da vida, o produtor Nelson Neuhaus. (Rafael Govari – JOP).

Um comentário em “PRODUTOR DE CANARANA FATURA R$ 180 MIL POR MÊS COM AVIÁRIO.”

  1. SOS- misericórdia para as crianças

    Ivone Boechat

    A sociedade vive sobressaltada, de cabelo em pé, com o resultado do seu próprio estilo de vida. É muito barulho pra todo lado. Aí, a própria família, essa que reclama tanto do incômodo, basta alguém comemorar o aniversário e o barulho é o primeiro convidado a chegar. Nas festas de casamento então, o barulho chega de fraque e cartola. Os convidados, coitados, que imaginavam rever amigos e botar o assunto em dia, nem pensar. Ninguém consegue falar, só se gritar para saber, pelo menos, como o outro vai. Aliás, na primeira chance as pessoas vão saindo, estressadas e frustradas. É para economizar o consumo? É chic? É moda? É claro que um fundo musical na festa é maravilhoso! Mas, por que tanto volume? E não adianta pedir para baixar o som, o profissional contratado, o dj, tem poder; manda na festa e você pode morrer fuzilado com uma guitarra apontada para o seu ouvido que ninguém socorre ninguém.

    Por onde anda a educação?

    As crianças não escapam dessa maluquice de botar o som em último volume nas comemorações, pasmem, a partir de um ano de vida! Mas reparem como os pimpolhos homenageados se comportam na festa: desesperados, choram, querem tirar a roupa, os sapatos, os penduricalhos do cabelo, e geralmente os avós ou algum voluntário bom samaritano sai com a vítima aos farrapos, para dar uma volta lá fora, onde o aniversariante acaba dormindo, aliviado, longe dessa zoeira horrorosa! É um caos! Enquanto isso, uma nuvem de sofredores de tenra idade se esforçam para ficar na festa, anestesiados pela esperança de ganhar os brindes. Ufa! Que sacrifício! A maioria chega a casa e haja mecanismos para baixar a overdose de adrenalina.

    A Escola não pode de maneira nenhuma se omitir na educação sobre o uso inteligente do som.

    Os profissionais têm também que baixar o volume dos equipamentos utilizados nas aulas. É um horror! Os professores devem reduzir o volume da voz. Por que gritar tanto assim? Numa conversa normal, com pessoas educadas falando, o decibelímetro marca 30, 35 decibeis! Imagina o incomodo de quem é obrigado a participar de uma aula com 60 decibéis ou mais dos professores que só gritam? O resultado é este que se registra: de cada cinco crianças, nas três primeiras séries do ensino fundamental, somente uma é capaz de ler e entender uma frase escrita! É só porque o professor grita? Não! Claro que não, mas que a gritaria interfere, ah! Interfere, sim.

    “O excesso de ruído causa na massa cinzenta um estímulo desnecessário, que a deixa acelerada, sem motivo. Ficamos em alerta, como se estivéssemos em perigo”, explica Fernando Pimentel de Souza, neurofisiologista da Universidade Federal de Minas Gerais. Isso significa produção em excesso de cortisol, o hormônio do estresse, em picos indiferente”.
    .
    Excesso de som altera a química cerebral: barulho excessivo das indústrias, canteiros de obras, meios de transporte, áreas de recreação, recreio da escola, festas, reuniões, etc. estratosféricos, no organismo. “É uma estratégia de defesa, que o próprio cérebro, agredido, articula”, justifica o psicólogo Esdras Vasconcellos, da Universidade de São Paulo. Faz sentido, por se tratar de uma reação que prepara o corpo para se proteger de um possível problema”.

    “O ouvido é o único sentido que jamais descansa, sequer durante o sono. Com isso, os ruídos urbanos são motivos a que, durante o sono, o cérebro não descanse como as leis da natureza exigem. Desta forma, o problema dos ruídos excessivos não é apenas de gostar ou não, é, nos dias que correm, uma questão de saúde, a que o Direito não pode ficar “A Escola localizada no centro nervoso das cidades tem o ensino prejudicado. Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, ao avaliar os efeitos do som do trânsito diurno em alunos do 7º ano, chegaram à conclusão que alunos que estudam em escolas localizadas em áreas de tráfego intenso tiveram pior resultado nos testes de leitura – uma defasagem de sete meses – em relação às turmas de instituições situadas em áreas mais silenciosas”.

    Então, mãos à obra: família, escola, igrejas, amigos, todo mundo; baixem o volume do som! Use-o, com inteligência!

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