OBRAS NO HOSPITAL CENTRAL SERÃO RETOMADAS APÓS MAIS DE 20 ANOS.

HOSPITALCENTRAL

A retomada das obras do Hospital Central, depois de pouco mais de vinte anos de abandono, já tem datada marcada. Na próxima quinta-feira (17.12), às 08h, a obra será lançada com a presença do governador Pedro Taques e da primeira-dama Samira Martins. A retomada das obras foi um compromisso assumido pelo governador Pedro Taques no começo da sua gestão.

O projeto é uma iniciativa do Núcleo de Ações Voluntárias (NAV-MT) que, coordenado por Samira Martins, fechou parcerias com a sociedade civil, para garantir a construção da primeira parte da obra, orçada em R$ 6,5 milhões. Com conclusão prevista para setembro de 2016, o local vai abrigar o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), que atende mensalmente mais de cinco mil pessoas, com serviços de reabilitação física, auditiva, intelectual e ortopédica.

O orçamento prevê ainda a mobília e a disponibilização de todos os equipamentos necessários para o funcionamento da unidade de saúde, que tem uma demanda de pacientes três vezes maior que o atendimento atual.

A mobilização em torno da obra abandonada, só foi possível graças a um acordo judicial com o Ministério Público Federal (MPF), que, como resultado da ação civil pública ingressada por Pedro Taques em 2003, quando ele era procurador da república, determinou em 2014 que o Estado retomasse as obras.

“Quando Pedro foi eleito governador no final do ano passado, ele teve conhecimento de que teria que executar a obra ainda este ano, resultado de sua própria ação enquanto procurador da República. Com isso, conseguiu o apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, que destinou uma emenda com essa finalidade”, relembra Samira Martins.

No entanto, a gestão anterior vetou a emenda. Com isso, a primeira-dama enxergou nas parcerias uma forma de assegurar os planos do Governo. E assim surgiu uma nova etapa desta história: a Associação Amigos do Hospital Central.

“Com o auxílio do secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, entramos em contato com empresários, sindicatos e organizações para firmar essa parceria. E com certeza a retomada da obra só está sendo possível por meio destes parceiros e, principalmente, da compreensão da Justiça Federal, que entendeu e aceitou que o Estado só conseguiria entregar a obra contando com o auxílio dos ‘Amigos do Hospital Central’”, destacou Samira.

A constituição da associação, que foi registrada em cartório, também consta no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em setembro deste ano. Quando finalizada a primeira parte da obra, os Amigos do Hospital Central farão a doação ao governo, que dará continuidade ao projeto.

“Como forma de reinserção social e até mesmo de preparação para o mercado de trabalho, parte da mão de obra utilizada no local será feita por recuperandos da Fundação Nova Chance”, disse a primeira-dama do Estado.

O procurador do Ministério Público Federal em Mato Grosso, Marco Antônio Ghannage Barbosa, além de autoridades do Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e secretários de Estado também estarão presentes no lançamento.

Visita

Em setembro desde ano, o então ministro da Saúde, Arthur Chioro, visitou o Hospital Central, a convite do governador Pedro Taques, e sinalizou a importância da continuidade dos trabalhos.

Cidade da Saúde

Após a entrega do Cridac, o projeto é que o Hospital Central abrigue a “Cidade da Saúde”, composta pelo Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades de Mato Grosso (Cermac), o MT Laboratório, a Central de Regulação do Sistema Único de Saúde, e, por fim, o Hospital Materno Infantil, que deve ficar pronto até 2020.

Todos os demais projetos, que virão após a conclusão da nova sede do Cridac, serão viabilizados com recursos já previstos no Plano Plurianual 2016-2019.

“É um projeto realmente grandioso e que, com toda a certeza, beneficiará o povo mato-grossense. Não nos limitamos apenas à reforma e adequação da estrutura do Hospital Central, que ainda apresenta uma boa condição. Pensamos em transformar este lugar marcado pelo abandono, em um verdadeiro centro de referência em saúde pública”, completou Samira Martins.

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